Seguro viagem: países do Tratado de Schengen exigem cobertura mínima de 30 mil euros; seguro internacional pode custar a partir de R$ 15 por dia.
Viajar ao exterior sem atenção a detalhes burocráticos pode transformar férias em prejuízo. Um levantamento da Coris, empresa de assistência e seguro viagem, mostra que um turista brasileiro barrado na imigração por não apresentar seguro pode ter perdas que superam R$ 18 mil — sem contar transtornos pessoais e perda de tempo.
Quanto pode custar ser barrado
Estimativas de custos que, somados, explicam como a conta pode ultrapassar os R$ 18 mil:
- Passagem aérea perdida: em média R$ 6.000 para destinos europeus;
- Remarcação de voo: até R$ 3.000, dependendo das regras da companhia;
- Diárias de hotel e reservas não reembolsáveis: cerca de R$ 6.000 por semana em destinos turísticos;
- Passeios e ingressos antecipados: entre R$ 500 e R$ 2.000;
- Custos extras de retorno ao Brasil (alimentação e transporte): até R$ 1.000.
“Trata‑se de um gasto que pode ser totalmente evitado. O seguro viagem, além de ser obrigatório para entrada em diversos países, é uma proteção essencial”, afirma Claudia Brito, sócia‑diretora Comercial e de Marketing da Coris. Segundo ela, um plano completo para a Europa, com a cobertura exigida pelo Tratado de Schengen, custa a partir de R$ 15 por dia.
Informações: https://coris.com.br/
Onde o seguro é obrigatório – e onde é recomendado
Países que integram o Tratado de Schengen (como França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal) exigem cobertura mínima de 30 mil euros. Além do bloco europeu, outros destinos costumam pedir a comprovação do seguro: Catar, Emirados Árabes Unidos e Argentina estão entre os exemplos citados pela Coris.
Em contrapartida, países como Estados Unidos e Japão não exigem seguro viagem na entrada, mas a contratação é fortemente recomendada devido ao alto custo de atendimento médico nessas localidades.

Como evitar o prejuízo: custos e cuidados práticos
A contratação antecedente evita a possibilidade de ser barrado e as despesas associadas. Antes de embarcar, verifique requisitos do país de destino, imprima ou salve comprovante do seguro e confirme as coberturas exigidas (valor mínimo, validade e assistência médica).
Dicas rápidas antes do embarque
- Confirme a exigência do seguro no site da embaixada ou consulado do país de destino;
- Leve comprovante impresso e digital do seguro viagem;
- Verifique se a apólice cobre repatriação e despesas médicas emergenciais;
- Considere planos com atendimento em português e opções para necessidades específicas (gestação, pets, doenças preexistentes).
Planejar o seguro é um investimento baixo diante do potencial de prejuízo e dos transtornos que a ausência do documento pode causar. A prevenção é a forma mais barata de garantir que a viagem será apenas uma boa lembrança.






